Bordalo II

Para-choques de carros amolgados, triciclos, contentores de lixo partidos, brinquedos, plástico, plástico e mais plástico. Tudo amontoado no número 48 da Rua de Xabregas, no bairro lisboeta do Beato, fora do circuito das galerias da capital. Este é o atelier de Artur Bordalo de seu nome artístico Bordalo II uma homenagem ao seu avô, o pintor e artista plástico Real Bordalo. Bordalo II usa lixo que encontra nas ruas e com ele constrói esculturas que nos mostram que “o lixo de uns é o tesouro de outros”, neste caso, é arte. E se de relance parece que Bordalo II apenas faz peças de arte com desperdícios, um olhar mais atento revela-nos o significado por trás disto. O uso artístico do lixo é também uma espécie de crítica ao mundo em que vivemos, um mundo em que coisas outrora valiosas e importantes perdem rapidamente o valor ou a utilidade. Será o lixo uma palavra forte?
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